Como importar um processo pelo número CNJ e parar de digitar ficha

Processo novo no escritório. Alguém abre o sistema ou a planilha e começa: número, vara, comarca, autor, réu, valor da causa, data de distribuição. Dez minutos depois, a ficha está pronta. Com um dígito errado no CPF e o nome do réu abreviado.

Multiplique isso por todos os processos que entram no mês. É trabalho que não gera honorário e que vive dando erro. A boa notícia é que dá para importar processo pelo número CNJ e deixar o sistema buscar tudo isso no tribunal.

Este artigo explica o que o número CNJ carrega, como funciona a importação passo a passo, o que chega na ficha, como importar vários de uma vez e o que fazer quando o processo chega pela publicação antes de você cadastrar.

O que o número CNJ diz sobre o processo

Desde a Resolução 65/2008 do CNJ, todo processo no Brasil tem um número no mesmo formato. Pegue um exemplo: 1004512-84.2025.8.26.0114. Cada bloco tem um significado.

  • 1004512: número sequencial do processo naquela unidade.
  • 84: dígito verificador, que confere se o número está certo.
  • 2025: ano em que o processo foi distribuído.
  • 8: segmento da Justiça. O 8 é Justiça Estadual; o 5 é Trabalho; o 4 é Federal.
  • 26: o tribunal. No caso, o TJSP.
  • 0114: a unidade de origem, no caso o foro de Campinas.

Ou seja: só pelo número, dá para saber o tribunal, o ano e o foro. É por isso que um bom sistema descobre onde buscar sem você precisar escolher o tribunal numa lista.

Como importar processo pelo número CNJ, passo a passo

O caminho muda um pouco de sistema para sistema. Aqui está como funciona no Lustus, que usa a base do CNJ (DataJud) para buscar os dados.

1. Cole o número

Na tela de processos, você cola o número CNJ completo, com pontos e traço ou sem. O sistema identifica o tribunal pelo próprio número. Não tem lista para escolher.

2. Veja a prévia

Antes de gravar qualquer coisa, aparece uma prévia com o que foi encontrado: classe, assunto, partes, órgão julgador e os últimos andamentos. Você confere se é o processo certo.

Tela de busca automática no CNJ do Lustus mostrando a prévia do processo encontrado pelo número
Busca no CNJ: o tribunal é descoberto pelo número e a prévia aparece antes de importar.

3. Confirme a importação

Um clique e a ficha é criada com os dados do tribunal. Você completa só o que o tribunal não tem: o cliente do escritório, o responsável interno e o honorário combinado.

4. Deixe o processo se atualizar

Daqui em diante, os andamentos novos chegam do CNJ automaticamente e o responsável é avisado. A ficha que você importou hoje continua atualizada no mês que vem, sem ninguém digitar.

O que chega na ficha e o que você ainda preenche

Vale separar o que vem do tribunal do que é do escritório. Isso evita a expectativa de que “importar” resolve tudo.

Vem do tribunal

  • Número, classe, assunto e data de distribuição.
  • Tribunal, comarca ou seção e órgão julgador.
  • Partes do processo, como constam na autuação.
  • Andamentos, com data e descrição.

É do escritório

  • Qual das partes é o seu cliente e quem é o advogado responsável.
  • Honorários: fixo, mensal, por êxito ou parcelado.
  • Documentos, anotações internas e atividades ligadas ao processo.
  • Se o processo é privado, visível só para algumas pessoas.

Nem sempre o tribunal disponibiliza todos os campos. Processo em segredo de justiça, por exemplo, pode vir com menos informação. Nesse caso você completa à mão o que faltar, mas já com o número e o juízo certos.

Ficha de processo no Lustus com partes, juízo, valores, andamentos, documentos e honorários
A ficha depois da importação: partes, juízo e andamentos vindos do tribunal; honorários e atividades, do escritório.

Importar vários processos de uma vez

Quem está saindo da planilha tem uma lista inteira para passar. Digitar um por um não é opção. O Lustus aceita vários números de uma vez e mostra a prévia de cada um antes de importar.

Na prática: copie a coluna de números da planilha, cole na busca, confira a prévia e confirme. Os processos que não foram encontrados aparecem separados, para você verificar o número.

Essa é a forma mais rápida de migrar a carteira. Em vez de uma semana digitando ficha, você gasta uma tarde conferindo prévia.

Quando o processo chega pela publicação

O caminho inverso

Às vezes o processo aparece antes de você cadastrar. Sai uma intimação no DJEN com a sua OAB, de um processo que ainda não está no sistema. Pode ser um caso novo, uma citação ou um processo que ficou de fora da migração.

No Lustus, quando isso acontece, o sistema busca o número no CNJ e importa. Se o CNJ não devolver, ele monta o processo com os dados da própria publicação. A intimação já fica ligada ao processo, e o prazo sugerido pela IA aponta para a ficha certa.

É um jeito de garantir que nenhuma intimação fica solta, sem processo. Veja mais na página de publicações com IA.

Por que a importação muda a rotina do escritório

Parece detalhe, mas não é. Quando a ficha nasce do tribunal, três coisas mudam.

  • Acabam os erros de digitação. O nome da parte e o número do processo são os que constam na autuação.
  • A carteira fica completa. Fica fácil cadastrar todos os processos, inclusive os antigos, porque custa um clique cada.
  • O andamento vem sozinho. Um processo importado continua se atualizando. A ficha reflete o que o tribunal tem, não o que alguém lembrou de digitar.

E, com a carteira inteira no sistema, os relatórios em PDF passam a fazer sentido. Relatório da ficha para o cliente, relatório da carteira para o sócio.

Como o Lustus ajuda

O Lustus é um sistema de gestão jurídica que importa o processo pelo número CNJ, descobre o tribunal sozinho e traz partes, juízo, valores e andamentos para a ficha. Dá para buscar vários números de uma vez, com prévia antes de importar.

Depois de importado, o processo recebe os andamentos novos do CNJ automaticamente. Casos que ainda não viraram processo e recursos ficam na mesma ficha. Quando uma intimação chega de um processo que não existe no sistema, ele é importado ou montado a partir da publicação.

Os planos variam pelo número de processos acompanhados no CNJ, entre outros limites. Você escolhe conforme o tamanho da carteira.

Perguntas frequentes

Funciona para qualquer tribunal?

A importação usa a base do CNJ, que reúne dados dos tribunais do país. O tribunal é identificado pelo próprio número. Se o tribunal não disponibilizou algum campo, você completa à mão o que faltar.

E processo físico ou antigo, sem número CNJ?

Esses você cadastra à mão, como antes. São cada vez mais raros. Para a parte eletrônica da carteira, que é a maior, a importação resolve.

Os andamentos continuam chegando depois da importação?

Sim. O Lustus acompanha o processo no CNJ e traz os andamentos novos para a ficha. O responsável pelo processo é avisado quando há movimentação.

Posso importar um processo em que eu ainda não estou habilitado?

Sim. A busca é pelo número, não pela sua OAB. Isso serve para acompanhar um processo da parte contrária ou um caso que o cliente trouxe de outro escritório. O que a base do CNJ tiver público, você vê.

Teste com o número de um processo seu

Pegue o número de um processo da sua carteira, cole no Lustus e veja a ficha montada. O teste é grátis e tem devolução em 7 dias, conforme o art. 49 do CDC. Se a ficha vier certa, imagine a carteira inteira.

Dúvida sobre a migração da sua carteira? WhatsApp: (11) 91531-2714.

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